Relíquias Sagradas

As indicações bíblicas apresentadas a seguir, encontram-se em uma seqüência meticulosamente elaborada como parte de um conteúdo de iniciação aos mistérios espirituais proposto pelo livro Alquimista por Acaso. No livro, estas relíquias sagradas são abordadas como parte do conteúdo de um enredo altamente inspirador como idéias de um suposto autor de outro livro. Nele, o suposto autor: Sr. Moacir Pacheco; propõe uma formula infalível para se adquirir um tesouro encantado ao alcance de todo ser humano.

Aqui, alguns dos textos são apresentados com o objetivo de incentivar a meditação do estudante acerca de profundas verdades espirituais que bem compreendidas, podem abrir todas as portas do seu templo interior secreto para que se possa alcançar os seus propósitos e metas. Para uma melhor compreensão destes conteúdos, leia o livro Alquimista por Acaso, disponibilizado gratuitamente neste website.

Vejamos o trecho do livro onde constam estas verdadeiras relíquias sagradas:

 

Na primeira indicação bíblica, extraída do capítulo 6 do Evangelho de Mateus, estava escrito:   

“Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam”.

     Para dar melhor entendimento, a indicação bíblica seguinte direcionava-me para o capítulo doze do Evangelho de Lucas, onde se lia: 

“Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui”.

            O texto prosseguia com uma parábola contada pelo Mestre no intuito de explicar a importância e a superioridade do tesouro espiritual com relação aos tesouros profanos:

“O campo de um homem rico produzira com abundância; e ele arrazoava consigo, dizendo: Que farei? Pois não tenho onde recolher os meus frutos. Disse então: Farei isto: derribarei os meus celeiros e edificarei outros maiores, e ali recolherei todos os meus cereais e os meus bens; e direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe, regala-te. Mas Deus lhe disse: Insensato, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus. E disse aos seus discípulos: Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, nem quanto ao corpo, pelo que haveis de vestir. Pois a vida é mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário. Considerai os corvos, que não semeiam nem ceifam; não têm despensa nem celeiro; contudo, Deus os alimenta. Quanto mais não valeis vós do que as aves! Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura? Porquanto, se não podeis fazer nem as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras? Considerai os lírios, como crescem; não trabalham, nem fiam; contudo vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. Se, pois, Deus assim veste a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais vós, homens de pouca fé? Não procureis, pois, o que haveis de comer, ou o que haveis de beber, e não andeis preocupados. Porque a todas estas coisas os povos do mundo procuram; mas vosso Pai sabe que precisais delas. Buscai antes o seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas”.

O texto bíblico era finalizado com uma promessa de que quem buscasse esse reino e o encontrasse poderia conquistar qualquer coisa – e estas coisas vos serão acrescentadas – dizia a frase final. Isso; se o homem, depois de conhecer a grandeza do reino de Deus ainda se conformasse que a riqueza mundana fosse necessária.

Mas como buscar esse reino? Como encontrar o segredo da vida capaz de realizar a boa promessa? A resposta estava velada nas próximas passagens bíblicas indicadas pelo senhor Moacir. Uma delas, retirada do Evangelho de Lucas, capítulo dezessete, versículo vinte e um. Dizia:  

“O reino de Deus não vem com aparência exterior; nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Ei-lo ali! pois o reino de Deus está dentro de vós”.

Eu estava entendendo tudo o que aquelas passagens magníficas procuravam me mostrar. Eu não havia perdido meu tempo. O tesouro realmente existia. Havia o reino dos céus. Primeiramente a natureza, depois o livro do Sr. Pacheco e agora a Bíblia me mostravam isso. Já havia lido todas aquelas passagens, mas ainda não tinha conseguido assimilar a sua verdadeira essência porque não conhecia ainda os segredos da alquimia da alma: a ciência incomunicável. Havia descoberto o Reino de Deus onde nunca havia procurado: ele estava dentro de mim. E isso me fazia possuidor de riquezas infinitas com as quais nunca tinha me dado conta. As riquezas de Deus eram baseadas nas coisas simples. As maiores riquezas da vida realmente eram coisas que o dinheiro não podia comprar: o amor, a alegria, a paz interior, a harmonia do corpo e da alma.

A fórmula mágica para conquistar essas riquezas estava na indicação seguinte, retirada do capítulo 7 do evangelho de Mateus, onde se lia:

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á. Ou qual dentre vós é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem?”.

Nesse instante ousei pensar em todos os meus sonhos, todos os meus pedidos que não foram atendidos no decorrer de minha existência.

Por quê?

A resposta estava no texto seguinte; cuidadosamente selecionado do quarto capítulo do livro de São Tiago. Assim está escrito:

“Donde vêm as guerras e contendas entre vós? Porventura não vêm disto, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais e nada tendes; logo matais. Invejais, e não podeis alcançar; logo combateis e fazeis guerras. Nada tendes, porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. Ou pensais que em vão diz a escritura: O Espírito que ele fez habitar em nós anseia por nós até o ciúme? Todavia, dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos; dá, porém, graça aos humildes. Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos para Deus, e ele se chegará para vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de espírito vacilante, purificai os corações. Senti as vossas misérias, lamentai e chorai; torne-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria em tristeza. Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará. Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz. Há um só legislador e juiz, aquele que pode salvar e destruir; tu, porém, quem és, que julgas ao próximo? E agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, negociaremos e ganharemos. No entanto, não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece. Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”.

            Aí está magnificamente expressa a maneira exata para se buscar o que queremos. Nossa vontade deve ser o bem em todas as dimensões possíveis. Podemos buscar o bom ou o mau tesouro. Entretanto, a Bíblia sempre nos ensina a buscar o bom tesouro, como diz a passagem seguinte retirada do capítulo seis, verso quarenta e cinco do Evangelho de são Lucas:

            “O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal; pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca”.

            Mas como eu deveria agir para buscar o verdadeiro tesouro que consistia em cumprir a vontade de Deus bem como a realização dos meus sonhos? Aquelas passagens, aliadas aos conhecimentos adquiridos através da natureza e do tal livro do senhor Pacheco, mostravam o caminho secreto para o paraíso.

As passagens seguintes iriam revelar a força, o apoio necessário para se fazer real a manifestação do reino dos céus em nossa vida: o fantástico poder da fé. Para facilitar a compreensão das passagens bíblicas seguintes, segundo a ordem das transcrições, seguia-se um texto retirado início do capítulo onze da carta de São Paulo aos Hebreus, explicando o real sentido da palavra fé:

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem. Porque por ela os antigos alcançaram bom testemunho. Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê”.

            Indo além do especificado pela indicação deixada pelo senhor Pacheco no que diz respeito a esse trecho da Bíblia, notei que Paulo citou alguns casos comuns ao povo hebreu, onde os patriarcas Noé, Enoque, Abraão entre outros, se fizeram agradáveis aos olhos de Deus mediante a confirmação da sua fé. No versículo seis, o apóstolo justifica a necessidade da fé para com Deus.

             “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”.

             Voltando as indicações bíblicas que eu tinha copiado do livro do senhor Pacheco, segue-se uma seqüência de passagens que faziam alusão ao poder da fé. Ei-las:

           “Disse-lhe ele: Vem. Pedro, descendo do barco, e andando sobre as águas, foi ao encontro de Jesus. Mas, sentindo o vento, teve medo; e, começando a submergir, clamou: Senhor, salva-me. Imediatamente estendeu Jesus a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste? E logo que subiram para o barco, o vento cessou”.

Mateus 14; 29-32

           “E eis que certa mulher, que havia doze anos padecia de uma hemorragia, chegou por detrás dele e tocou-lhe a orla do manto; porque dizia consigo: Se eu tão-somente tocar-lhe o manto, ficarei sã. Mas Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: Tem ânimo, filha, a tua fé te salvou. E desde aquela hora a mulher ficou sã”.

Mateus 9; 20-22

           “E, tendo ele entrado em casa, os cegos se aproximaram dele; e Jesus perguntou-lhes: Credes que eu posso fazer isto? Responderam-lhe eles: Sim, Senhor. Então lhes tocou os olhos, dizendo: Seja-vos feito segundo a vossa fé. E os olhos se lhes abriram. Jesus ordenou-lhes terminantemente, dizendo: Vede que ninguém o saiba”.

Mateus 9

 ...em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível.

Mateus 17; 20

 “Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: Desarraiga-te, e planta-te no mar; e ela vos obedeceria”.

Lucas 17;6

 ...e, avistando uma figueira à beira do caminho, dela se aproximou, e não achou nela senão folhas somente; e disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti. E a figueira secou imediatamente. Quando os discípulos viram isso, perguntaram admirados: Como é que imediatamente secou a figueira?  Jesus, porém, respondeu-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até, se a este monte disserdes: Ergue-te e lança-te no mar, isso será feito; e tudo o que pedirdes na oração, crendo, recebereis.

Mateus 21; 19-22

             Estas últimas indicações bíblicas centralizava-se na idéia de que o estudante da ciência incomunicável necessitaria, em primeiro lugar do fantástico poder da fé para realizar seus intentos. Segundo as palavras do próprio Jesus: tudo é possível ao que crê. Daí pode-se deduzir que tudo significa simplesmente “tudo”. E esse é o segredo perigoso que devemos aprender somente quando estivermos com a mente purificada com os ideais divinos É possível realizar tudo aquilo que quisermos verdadeiramente. A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem conforme disse o apóstolo Paulo. Em muitas das passagens acima, Jesus atribui seu poder de cura à fé das pessoas. Sempre dizia: “a tua fé te salvou” ou “seja-vos feito segundo a vossa fé”.

            Mas e se eu resolvesse ainda perseguir a busca aos tesouros profanos, a partir de agora de posse de alguns segredos da ciência incomunicável. O senhor Pacheco pensara em tudo. Na última indicação estavam os conselhos necessários para saciar minhas dúvidas. Fora retirado I Tímóteo, capítulo seis, versos dezessete e dezoito. Dizia:

“Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a sua esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos concede abundantemente todas as coisas para delas gozarmos; que pratiquem o bem, que se enriqueçam de boas obras, que sejam liberais e generosos, entesourando para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a verdadeira vida”.

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